Novedades: Sebrae-SP registra queda no faturamento das MPEs do Estado


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O Sebrae-SP divulgou, ontem, uma pesquisa sobre a situação das Micro e Pequenas Empresas de todo o Estado.

De acordo com o resultado, houve uma queda de 1,5% no faturamento real das empresas paulistas, após 18 meses de crescimento contínuo.

As possíveis causas dessa diminuição do faturamento podem ser a previsão de inflação e o aumento dos juros, que estão deixando os empresários em alerta.

Segundo a Assessoria de Imprensa do Sebrae-SP, a queda foi relativa ao mês de abril, em comparação ao mesmo período do ano passado.

“A indústria foi o setor que apresentou maior queda, com faturamento real de 8,2% em relação ao ano passado. Além disso, o comércio apresentou recuo de 1,6%”.

O único setor que apresentou crescimento no mês de abril foi o de serviços, com resultado positivo de 3,2%.

O diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, afirma que nos próximos meses a economia brasileira tende a apresentar um menor ritmo de crescimento.

“Desde o início do ano, alertamos para o aumento das taxas de juros para conter a inflação, para a restrição de oferta de crédito e para a entrada massiva de produtos importados no mercado interno. Ainda há espaço para crescimento, mas é preciso planejamento”.

Segundo o consultor da área, Pedro Gonçalves, a valorização do real ante o dólar e o início das restrições ao crédito também influenciaram o resultado. “A indústria é o setor que mais depende de financiamento e que concorre diretamente com importados. A mudança no cenário econômico nos primeiros meses do ano acabou afetando o setor”.

A Assessoria ainda lembra que esta redução já fez que os empresários reduzissem o otimismo, sendo que 13% dos pesquisados declararam níveis piores nos próximos seis meses. “No mês de janeiro apenas 8% dos empresários tinham esta previsão”.

NÚMEROS

A receita total das MPEs paulistas durante o mês de abril foi de R$ 25,5 bilhões – R$ 401 bilhões a menos em relação ao mês de abril do último ano.

“Atualmente, as MPEs respondem por 20% do PIB brasileiro, 67% das ocupações e por 98% de todas as empresas constituídas em São Paulo”.



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